Wednesday, May 21, 2008

hoje

"Não sou nada, nunca serei nada, não posso querer ser nada"
À parte isso, perdi em mim todos os sonhos que algum dia tive.

Hoje, senti uma compulsão para escrever quando me encontrava alegre (?) e rotineiramente numa aula de "organizações europeias" que por acaso decorre todas as quartas feiras entre as 8 e as 10 horas da manhã.

Encontrando-me ali, no ambiente hostil a que já me habituei, ao fim de quase um ano, por via da repetição e da rotina, apeteceu-me de repente, com uma maior intensidade do que é costume quando este tipo de fenómenos se processam na minha mente (e são bastante frequentes, para quem possa, por um acaso, pensar que não), desaparecer dali, fugir daquele lugar numa qualquer tentativa desesperada de salvar os resquícios de auto-estima que talvez ainda existam na minha pessoa.

Foi só um devaneio, na verdade.

Não fugi, permaneci agarrada à cadeira do costume (que às vezes mais me parece uma espécie de cadeira eléctrica, mas de tortura lenta).

E entretanto, evadi-me do ambiente académico de transmissão de conhecimentos por parte de uns colegas a outros, e comecei a chorar para uma folha, feia, pautada, básica, mas que naquele momento, foi a minha "tábua de salvação".

E foi assim.

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