Põe-me as mãos nos ombros...
Beija-me na fronte...
Minha vida é escombros,
A minha alma insonte.
Eu não sei porquê,
Meu desde onde venho,
Sou o ser que vê,
E vê tudo estranho.
Põe a tua mão,
Sobre o meu cabelo...
Tudo é ilusão,
Sonhar é sabê-lo.
Este poema foi igualmente
Tenho sonhado muito, ultimamente. Se calhar por isso tenho a percepção que nada do que me disseram foi verdade e de que criei mentiras para me poder agarrar a qualquer coisa durante um período
indeterminado de tempo.
E sinto verdadeiramente a minha vida como um amontoado de escombros e não sei quando foi que se voltou a transformar nisso. Pensava que tinha conseguido fazer dela, da vida, uma estrutura sólida e afinal desmoronou-se completamente. Outra vez. Agora vou voltar a procurar sobreviventes debaixo dela. Talvez os sonhos, talvez a vontade, talvez a força. Ou talvez fiquem para sempre desaparecidos, soterrados no meu interior. Resta-me esperar que ainda haja alguém que me ponha as mãos nos ombros, ou simplesmente que
me dê a mão e me ajude a caminhar… ou que me dê o ombro para eu poder chorar as reconquistas de tantas vezes, outras tantas (ou talvez mais) perdidas.


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